Como lidar com gente tratante?

Uma das lições mais desafiantes que está no caminho de uma carreira executiva é aprender avaliar posturas antiprofissionais e saber se posicionar diante delas de maneira assertiva. Até que ponto vale a pena engolir seco os três canos consecutivos da mesma pessoa referente a uma reunião confirmada?

Lidar com pessoas é uma arte e um mistério. Frustrante em muitas situações, especialmente quando você se encontra num ciclo de vida profissional em que mais procura as pessoas e os clientes do que o contrário. E, nessa fase,
conta muito a paciência e a perseverança da parte de quem está em “desvantagem”. Uma parte quer vender, e a outra, comprar. Quem quer vender seguro, por exemplo, tem que aturar longas esperas de clientes arrogantes que, para se sentir importantes, jogam duas partidinhas de paciência antes de atender o vendedor. Se você vai pedir emprego, é ainda pior, até porque às vezes o sujeito, desesperado, revela ao pretenso empregador que “sou casado e tenho quatro filhos” e tem que ir dormir com esta “ok, e o que mais o senhor sabe fazer?”
Quando o resultado desejado é grande, muitas vezes, aguardar, ser paciente, persistente e tolerante é um preço alto a ser pago. E, nesses casos, o comportamento renitente e prepotente do cliente ou do futuro empregador jamais deve ser interpretado como índice do seu próprio valor. O seu valor quem dá é você e a frustração de ter que lidar com gente tratante não deve ser algo que questiona se você está no caminho certo, mas se aquela pessoa deve ou não estar no seu caminho. A maioria, ao passar por situações dessa natureza desiste. Poucos prosseguem. É por isso que em cada grande empresa, há e média apenas um gerente para cada cento e vinte funcionários. Tudo tem seu custo, sobretudo emocional.

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